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quarta-feira, 21 de maio de 2008

EDUCAÇÃO E GESTÃO ESCOLAR

A gestão escolar

A gestão escolar não está tão somente na administração, ou seja, o gestor, não deve estar voltado para atuar como um administrador de uma empresa. É claro que implica sim, no saber técnico. Todavia, há que se observar a importância da liderança política. Nessa liderança, estão implícitos os saberes, as atitudes. Gerir um grupo de pessoas, uma instituição da magnitude de uma escola. É preciso que o gestor saiba associar os locais de Educação com a vida cotidiana de todos ali inseridos. Trabalhar a trajetória da escola, o currículo de sua existência como o currículo propriamente dito aplicado no plano pedagógico.

A função do diretor

Entre tantas as capacidades e habilidades, o diretor deve estar voltado à administração de forma mais pedagógica. Grosso modo, ele deve ser portador de alguns adjetivos fundamentais às suas funções. O diretor deve ser facilitador, mediador, organizador, articulador e condutor. São adjetivos essenciais, para uma função que está inserida no contexto de processos interpessoais.

Relação entre comunidade e escola e os processos de participação

Muito mais que ir ás reuniões entre pais ou responsáveis de alunos, direção e corpo docente, a comunidade deve está voltada para a participação mais efetiva da escola e seu cotidiano. E, cabe a todos os profissionais da educação, fomentar instrumentos que tragam a comunidade para dentro da escola e a escola para dentro da comunidade. Este processo deve ser mútuo e recíproco. Ambas são por excelência indissociáveis na construção do saber. O entorno da escola e da comunidade, ainda é um terreno conhecido superficialmente por uma ou outra. Interação e integração, são as palavras de ordem na atual conjuntura.

O Projeto pedagógico e possíveis entraves para implantação

Este, é o que se pode denominar de uma carta magna. É a cara da escola. O projeto deve ser suscitar a participação e o envolvimento da comunidade. Uma direção que o Projeto Pedagógico deve conduzir a escola é no caminho do trabalho em rede, envolvendo outras escolas. A troca de experiências é algo enriquecedor e frutificante. Contudo, alguns entraves, como a falta de tradição democrática no Brasil, diga-se de passagem que, democracia não está restrita apenas na escolhas de governantes pelo povo, mas pelo exercício participativo. Nesse exercício, àqueles, cuja função é dirigir, chamam o povo a co-dirigir, propor projetos e apresentar soluções. Outro aspecto relevante, é a gestão do tempo. Não há como trabalhar vários aspectos, sem que haja uma administração do tempo. O homem tornou-se escravo do tempo, quando deveria ser este, o tempo, um servo das necessidades humanas.

Ética e estética do espaço

A Ética depende da estética. Mas, por quê? Ora, a estética nada mais é do que o reflexo do comportamento, das ações que desprendemos sobre o espaço no qual desempenhamos nossas funções, como viver, trabalhar, estudar, entre outras. Ética, quer dizer o cumprimento de regras estabelecidas, valores morais, onde se propõe agir de uma forma que não infrinja os direitos de outrem e se deve agir com limites e honestidade. Ética é a educação da vontade pela razão. E é nesse contexto que a estética sofre a ação para melhor ou pior. Ou seja, porque devemos colocar um papel no cesto de lixo, uma vez que, por perto não há nenhum cesto de lixo?Porque devemos manter ou organizar as cadeiras da sala de aula, sendo que, quando chegamos as mesmas já se encontravam fora do lugar? A partir de conceitos dessa natureza que o espaço é o que é. Se porventura, nesse espaço, há pessoas comprometidas moralmente consigo mesmas e para com a qualidade estética, o espaço é evidentemente um lugar prazeroso de se estar. Caso contrário, a tendência é ter um lugar deplorável, impregnado pela ausência da vontade de trabalhar, de ali estar.

Importância do diálogo

A riqueza da escola está nos diferentes pontos de vista. Aliás, diferentes modos de pensar é o que fazem a diferença.Não se pode atingir um grau máximo de concordância. Mesmo que esse grau de concordância seja mínimo, ainda assim, é primordial para fazer crescer esse ou aquele projeto. É fundamental salientar saber ouvir e respeitar a opinião do outro. Quando as diferentes opiniões são levadas em conta, as idéias fluem naturalmente. A gestão torna-se mais agradável, a escola passa a ser um lugar no qual nos sentimos felizes. A nossa subjetividade não deve nos impedir de saber aglutinar as boas e as más idéias. Afinal, o outro também tem um olhar subjetivo sobre nós. Sem o diálogo, não há como dividir, somar, multiplicar e subtrair. Essas são, por excelência, as quatro operações básicas, essenciais para o crescimento no âmbito escolar.

Pilares da Educação

Aprender: a conhecer, a fazer, a viver e a ser. Estas são as bases também do processo de desenvolvimento do homem durante a sua existência. Conhecendo se pode fazer, ou fazendo, pode-se adquirir a experiência, esta por sua vez, traz o conhecimento.Viver e ser, também estão intrinsecamente ligadas.Vivendo tem-se a experiência e sendo, não há como fugir a essa regra, porque todos são, alguém, por mais apagada que seja sua participação no contexto a que pertence. Estas palavras formam um círculo, no qual é precioso saber como utiliza-las. A escola, a Educação como um todo, é a construção contínua do conhecimento, as relações que existem e acontecem dentro da escola, por mais conflituosas, devem ser trabalhadas a partir da palavra “aprender”. Aprender para aprender e, para apreender. Mas por quê? Quem ensina aprende a aprender, e quem aprende, aprende a ensinar. E ambos, aprendem a apreender.

Ouros aspectos

A escola hoje deve está inserida num contexto amplo, ou seja, comunidade, discentes, gestores, coordenadores, diretores, supervisores, enfim, todos têm uma atuação também como formadores de um sistema de ensino voltado para o pleno exercício da cidadania. Como disse o mestre Paulo Freire, é preciso que a escola se abra mais no sentido de provocar,pedir, desafiar e convocar. A educação é por excelência, uma atividade que requer gestão participativa. E isso implica em fazer da escola uma instituição democrática no sentido literal da palavra.

“Uma escola cidadã seria a seguinte: é a escola que procura plenamente viver a sua autonomia de ser. Só é escola cidadã na medida em que, optando pelo exercício da cidadania, briga para constituir-se num espaço/tempo formador de cidadania.” ( P. Freire)

sábado, 26 de abril de 2008

LUÍS XIV - O REI SOL


QUADRO RETRATANDO O TÍTULO DE LUÍS XIV, REI DE FRANÇA, CONHECIDO COMO "REI SOL".

França, 1643. Sobe ao trono com apenas cinco anos o Luís, filho de Luís XIII e Ana de Áustria. O pequeno, seria conhecido como Luís XIV, o “Rei-Sol”, um ícone da representação do poder na Época Moderna..Luís XIV é o rei que ultrapassou as barreiras do século XVIII. Mas o centro desse estudo encontra-se no processo de fabricação da imagem pública desse soberano.

Durante seu reinado, Luís XIV procurou uma composição de imagens favoráveis que mostrassem uma prosperidade no governo. Em meio a um complicado emaranhado jogo político, dentro e fora da corte, Luís XIV visa apresentar essa produção das imagens como artifícios de dominação e equilíbrio perante seus súditos, dentro e fora do território francês. Cabendo ressaltar que os meios de comunicação não eram de massa, e sim voltados para a elite. Luís XIV influenciava, mas também era influenciado por outros soberanos e procurava sempre ultrapassá-los. Além disso, muitas influências em seu governo serão consideradas: antigas, medievais, renascentistas, barrocas, entre outras.
Luís XIV estabeleceu com maestria uma relação entre a arte e o poder. Seu intuito não era apenas a arte pela arte e sim seus usos no mundo do poder. E dentre esses usos, encontra-se a teatralidade do poder, algo não muito comum para o século .LUÍS XIV, GOVERNAVA COM A ARTE E O PODER. A POSTURA DIANTE DA CORTE ERA FUNDAMENTAL, PARA ESTABELECER O PRESTÍGIO E LEGITIMAR O PODER E A LINHAGEM NOBRE DO ABSOLUTISMO FRANCÊS, CONFORME PODE-SE NOTAR NA PINTURA ACIMA.

“O rei Sol”, governava como se estivesse num teatro. E este palco, identificado com o cerimonial, era fundamental para o fortalecimento e centralização do poder. Sendo um governante que manipulava o cerimonial, Luís XIV pode ser analisado sob duas visões: a cínica e a inocente. A primeira parte do pressuposto que todas as manifestações artísticas seriam utilizadas puramente para manipular, para enganar ao público. A segunda encontra-se no outro extremo, onde todas as pessoas perceberiam os rituais, os símbolos, os mitos da mesma maneira e como expressões concretas da realidade.Tal fato obedeceria a uma necessidade, seja ela consciente ou não. Todavia, a tudo isso, parece-nos terminar numa única visão: uma síntese. Um equilíbrio, do qual percebido nasce um apoio intenso dos jesuítas ao rei, apenas por seu interesse em acabar com o protestantismo.

Entre outros, existem uma infinidade de instrumentos pelos quais se construiu e se expandiu a imagem pública do rei francês, como por exemplo: medalhas, tapeçarias, estátuas, pinturas, panegíricos, periódicos, rituais, peças de teatro, balés, óperas, retratos solenes e muitos outros. Cabe destacar que os cerimoniais ou rituais de todo tipo, a coroação e sagração do rei; as entradas reais nas cidades; o toque régio para curar uma doença de pele chamada escrófula (uma manifestação do caráter sagrado das monarquias francesa e inglesa); a recepção de embaixadores estrangeiros, etc, são tratados como meios de comunicação, meios pelos quais são produzidas imagens vivas do soberano. Acrescentam-se também, imagens que ficam imortalizadas pelos relatos escritos das cerimônias, material que deve ser considerado e apreciado pelo historiador como uma fonte histórica preciosa.

A teatralidade na vida cotidiana do rei estava presente até mesmo nas cerimônias do levantar pela manhã e ir se deitar à noite, poderiam ser consideradas como encenações, uma vez que obedeceriam a critérios já estabelecidos e eram sempre re-atualizadas. Dessa forma, Luís XIV seria um ator diariamente, quando houvesse público.

Qual foi o impacto de uma pintura em relação a um panegírico, ou de um periódico e um arco de triunfo, por exemplo? De certo, as estátuas, pinturas, eram meios de comunicação privilegiados, uma vez que permitiam superar os obstáculos do analfabetismo.

A imagem do Rei Sol, Luís XIV governando sozinho, favorecido pelas vitórias nas Guerras de Devolução (1667 - 1668) e Holandesa (1672 - 1678) mostra todo o interesse e esforço para que o rei seja representado como um herói.Todo esse sistema, arquitetado por Jean Baptiste Colbert caracterizou-se por uma burocratização crescente da produção artística, a saber: a criação de um sistema de academias; a administração cada vez maior de diretores, superintendentes ou inspetores (funcionários públicos) e a formação de comitês, principalmente a petite académie que supervisionava essa fabricação. Partindo do centro e reafirmando Luís XIV como o maior patrocinador das artes, esse sistema funcionava sempre no sentido de glorificá-lo. Em outras palavras, a glorificação do soberano seria o mecanismo que movia todo o funcionamento desse sistema.Entretanto, essa fabricação de uma imagem poderosa de Luís XIV, não apresenta o poder de forma com ele realmente existe, sem os conflitos que os interesses diversos proporcionam. Podemos perceber tal fato, no qual esse sistema de fabricação da imagem pública passa por uma reconstrução, com a morte de Colbert (1683) e a ascensão de Louvois.

Essa mudança implica não somente em estratégias diferentes de condução dessa organização como também de substituição de clientelas. Isso pode ser notado como a necessidade maior de contextualização da Fronda e dos diferentes interesses entre Luís XIV e Colbert em relação aos projetos artísticos dos palácios de Versailles e Louvre. Esse sistema procura sempre mostrar Luís XIV como um rei consciente de seu papel.Todavia, a fabricação da imagem de Luís XIV aponta para uma relação com a existência de uma certa fragilidade do poder desse soberano. Isso é explicado em dois momentos: as diversas crises porque passou seu governo - dentre elas a Fronda e as dificuldades econômicas e políticas a segunda fase de seu governo - e a comparação entre Filipe IV e Luís XIV, no que diz respeito às dinastias Habsburgo, já bem consolidada, e a Bourbon, ainda recente, procurando se fortalecer.






terça-feira, 16 de outubro de 2007

GRAMSCI E O MANIFESTO DOS PIONEIROS

O MANIFESTO DOS PIONEIROS E A TEORIA DE GRAMSCI

O "Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova" solidificava a visão de um segmento da elite intelectual que, embora possuísse diferentes posições ideológicas, vislumbrava a possibilidade de interferir na organização da sociedade brasileira do ponto de vista da educação, cujo texto foi assinado por intelectuais, Ao ser lançado, em meio ao processo de reformulação política oriunda da Revolução de 30, o documento se tornou o marco inaugural do projeto de renovação educacional do país. Além de constatar a desorganização da rede escolar, propunha que o Estado organizasse um plano geral de educação e defendia o sistema de uma escola única, pública, laica, obrigatória e gratuita. O movimento reformador foi criticado forte e continuadamente pela Igreja Católica, que naquela conjuntura era forte concorrente do Estado na expectativa de educar a população, e possuía sob seu controle a propriedade e a orientação de uma parcela considerável das escolas da rede particular. A escola integral e única proposta pelo manifesto era definida em oposição à escola existente, chamada de "tradicional". Assim conceituava o manifesto a "escola ou educação nova": "A educação nova, ampliando sua finalidade para além dos limites das classes, assume, com uma característica humanitária, a sua verdadeira função social, preparando-se para formar ‘a hierarquia democrática’ pela ‘hierarquia das capacidades’, recrutadas em todos os segmentos sociais, a que se abrem as mesmas oportunidades de educação. Ela tem, por objeto, organizar e desenvolver os meios de ação permanente com o objetivo de guiar o desenvolvimento natural e integral do ser humano em cada uma das etapas de seu crescimento, de acordo com uma certa concepção de mundo. Coerentemente com essa definição da educação nova, os educadores propunham um programa de política educacional amplo e integrador A seleção dos alunos nas suas aptidões naturais, a eliminação de instituições criadoras de diferenças sobre base econômica, a incorporação dos estudos do magistério à universidade, a equiparação dos mestres e professores em remuneração e trabalho, a correlação e a continuidade do ensino em todos os graus e a reação contra tudo que lhe quebra a coerência interna e a unidade vital, formam o programa de uma política educacional, fundada sobre a aplicação do princípio unificador que modifica profundamente a estrutura íntima e a organização dos elementos constitutivos do ensino e dos sistemas escolares. A idéia de monopólio da educação pelo Estado não era concebida, num país em que o Estado, pela sua situação financeira, não está ainda em condições de assumir a sua responsabilidade exclusiva, e em que, portanto, se torna necessário estimular, sob sua vigilância, as instituições privadas idôneas, a escola única se entenderá entre todos, submetendo os brasileiros durante o maior tempo possível a uma igual formação, para ramificações posteriores em vista de destinos diversos, mas antes como a escola oficial, única, em que todas as crianças, em idade escolar, sejam confiadas pelos pais à escola pública, tenham uma educação comum, igual para todos." O manifesto dos Pioneiros, com essa visão, contrapõe-se ao que dizia Gramsci, em sua “ Teoria Ampliada do Estado : “ O Estado é um ser a quer tudo envolve, é composto pela sociedade civil e sociedade política.” o Estado é composto de dois segmentos distintos, mas atuando com o mesmo objetivo, que é o de manter e reproduzir a dominação da classe hegemônica.A sociedade política (Estado em sentido restrito ou Estado - coerção) a qual é formada pelos mecanismos que garantam o monopólio da força pela classe dominante (burocracia executiva e policial-militar) e a sociedade civil, formada pelo conjunto das organizações responsáveis pela elaboração e difusão das ideologias, composta pelo sistema, escola, Igreja, sindicatos, partidos políticos, organizações profissionais, organizações culturais (revistas, jornais, meios de comunicação de massa. Nesse contexto, o manifesto mostra que, o Estado não deve se restringir à coerção, sair do conceito liberal a que propõe Gramsci, mas deve gerir e propiciar o ensino público. Mas concordam que, a sociedade civil deve assumir também a responsabilidade da educação, ou seja, o conjunto de organizações privadas da sociedade civil idôneas, através do consenso a que se refere Gramsci, e o Estado, pelo seu poder de coerção, garantindo assim, condições para que a classe dominante não exerça o monopólio do ensino.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

ÉTICA

Somos seres passionais – As paixões e sentimentos atuam sobre o nosso caráter.A nossa vontade necessita de educação racional. Ética é a educação da vontade pela razão.Na forma democrática, todo homem tem o mesmo valor – isso é uma visão mascarada.Uma matéria escrita nos dá a impressão de uma verdade real e acabada.A imprensa é uma máquina com poder de fazer e desfazer um contexto.O homem antigo buscava na Ética uma estética da existência . Tornar-se virtuoso seria se inspirar no Cosmos, como modelo de equilíbrio. A Ética aristocrática considera o bem nascido como dotado de virtudes O virtuosismo é resultado de uma conquista, a luta de um trabalho com o mundo e com o seu interior (ser).A saúde sob o ponto de vista da alma, é fundamentada na metáfora da saúde do corpo, e na saúde mental (interior) .O homem se constitui do tempo, de duração e de limites .Utilizando uma cidade como metáfora, coloca-se que, seria uma nau, e esta deve ser guiada por alguém firme, apto para isso, e o homem deve saber que possui uma nau dentro de si, portanto, deve ter um rumo certo, ser firme. No tempo de adversidades, o homem deve e poder ser feliz, e encontrar o prazer .Na adversidade, tem que se procurar a nau interior, para se atingir o objetivo, a liberdade pessoal .O homem não existe para o sofrimento, mas é uma circunstância a ser vencida pela sua postura. Deve ser feita pela auto gestão.Não se pode pretender que o universo esteja a serviço da necessidade . Filosofia não é senão, amizade, amor, aproximação, busca da sabedoria e do conhecimento. O mundo é mensurável pela razão do homem.O direito irrestrito deve estar aberto a qualquer um ( Epicuro) .É preciso que a razão explique não só o mundo, mas primeiro o homem como ser em busca de uma meta para si .A Ética exige mais que o mecanicismo. O mundo é racional, mas depende da ação da racionalidade do homem.A Ética propõe a existência do bem .A liberdade é sempre um desvio da fatalidade .O homem não é um ser passivo, é capaz de dar respostas diferenciadas .O homem pode, o homem deve.O homem é capaz de através de suas imagens interiores substituir o sofrimento.A cada instante do mundo constitui a uma multiplicidade de instantes .Não há adversidade externa que decida o nosso projeto pessoal . PHÁRMACOM- 4 elementos para uma saúde equilibrada . Não há o que temer quanto aos deus ; Não se deve temer a morte ; A felicidade é possível; Podemos escapar à dor; A felicidade não é só um bem, é uma conquista possível a todos.Onde é território humano, é só do ser humano, e ali só depende de cada um .
Por: Joel Vieira Caldas

sábado, 21 de julho de 2007

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

É uma violência encarcerar crianças e adolescentes que estão em formação, sobretudo considerando as instituições que existem. Tentar solucionar o problema da violência com violência nada resolve. O que se produz nas instituições carcerárias, é uma população ainda mais violenta. O sentimento de impunidade presente na sociedade também se deve à falta de implementação efetiva do ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, o que impede a aplicação mais eficiente das medidas e programas sócio-educativos previstos na lei para os menores infratores, e muitas vezes, os que assim se sentem, não sabem, ou não conhecem como o menor foi induzido a cometer um crime. Adotar a repressão como modelo para tratar os menores infratores, é uma alternativa ineficaz. Acreditar que a privação da liberdade solucionará o problema da violência é simplesmente outro tipo de violência ainda maior. Reduzir a maioridade penal seria abrir mão de qualquer ideal ressocializador e optar por criminalizar a pobreza de uma forma bastante desleal, porque se trata de uma maioria dos menores infratores,que, além de proveniente de famílias emprobrecidas, tem uma trajetória de vida muitas vezes marcada pela violação de direitos:que não passou pela escola ou teve experiências traumáticas nela, foi vítima de violência doméstica, foi explorada em termos de trabalho ou sexualmente, de jovens, em sua maioria, excluídos socialmente”.Entretanto, há os casos de total perversão de menores, os quais não conhecem outra vida, senão, a criminalidade. Casos como estes, em que tais menores, cometem crimes hediondos, contra a sociedade, sob reiincidência, há que se ponderar, e criar-se sim, instituições carcerárias para a detenção e retirada desses jovens do seio da sociedade. Essas instituições, devem por excelência, ser dotadas de toda a infra-estrutura, como oficinas de trabalho e escolas de ensino fundamental. O jovem ali detido, deve produzir para o seu sustento em cárcere, sem que a sociedade pague a conta, assim como acontece com os criminosos adultos.
Por: Joel Vieira Caldas

sexta-feira, 6 de julho de 2007

HISTÓRIA DA ÁFRICA - A OMISSÃO NOS LIVROS DIDÁTICOS

História da África e os Livros didáticos. Omissão ou racismo?

Todos imaginam a África como um continente repleto de matas, um paraíso da vida selvagem.habitantes apenas negros, que não se organizam socialmente, tribos selvagens nada amistosas, habitantes incapazes de se defenderem frente a uma exploração e/ou intervenção agressiva do homem branco. Total miséria, inexistência de centros urbanos, e quando, alguns sabem da existência de vilas e cidades, imaginam ser locais desprovidos de qualquer infra-estrutura e desenvolvimento social e cultural, como foi o caso da gafe do presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, em visita à Namíbia em 2003, onde afirmou, que não imaginava encontrar na África, uma cidade tão limpa, e que nem parecia estar num país africano.
Sem dúvida, a visão mais marcante ainda é a miséria da Etiópia e as mortes por doenças, entre outras causas, além da desnutrição e da inanição geral entre a camada pobre do país. Outra imagem marcante, ainda é o regime de segregação racial na África do Sul, o “Apartheid”, onde a minoria branca, de origem inglesa, discriminava uma maioria da população negra do país, e devido a isso, pela mídia viam-se os confrontos entre grupos de negros e policiais, mandados pelo governo branco para reprimir as manifestações.
Enfim, Reproduzimos em nossas idéias as notícias que circulam da mídia que apenas revelam um continente marcado pelas misérias, guerras étnicas, instabilidade política, AIDS, fome e falência econômica. As imagens e informações que dominam os meios de comunicação, os livros didáticos incorporam a tradição racista e preconceituosa de estudos sobre o Continente africano.
Tanto nos ensinos fundamental e médio, aprendemos que a África era um continente onde havia somente negros selvagens, animais exóticos, um continente que fornecia mão-de-obra escrava para os colonizadores europeus e que não havia uma cultura nativa rica em detalhes, com nações inteiras organizadas socialmente em reinos, com nobreza, tribos, clãs, vilas, cidades e povoados.
Mirceia Elíade relata que os negros, principalmente da costa africana, era exímios conhecedores de técnicas de mineração e fabrico de armas de metais.” a mineração sente a necessidade de mão de obra especializada o trafico aumenta principalmente se o escravo for de origem da costa da mina onde são valorizados pelo seu conhecimento e habilidade em mineração.” ( ELÍADE, 1983. )
Em alguns livros didáticos, quando se encontra muito sobre a África, há somente uma página e meia. O assunto gira em torno dos tipos básicos de colonização européia durante a Idade Moderna, faz uma leve referência à existência dos reinos de Gana, Mali, Congo e Zimbábue. Enfoca mais a busca do caminho marítimo para as Índias, como os negros eram transportados . Não há nenhuma narrativa acerca dos povos africanos, seus costumes e cultura, como há sobre as demais civilizações ocidentais e do oriente próximo.
Sem desejar ser subjetivo, que o pouco que se relata sobre a África, em nenhum momento fora dito o quão agressiva era a exploração da África por povos da Europa.Vários autores, quase sem nenhuma excessão,contam a história da colonização africana sem ao menos mencionar quais povos estavam sendo explorados pelos europeus.
Alguns autores tratam o continente africano como um despojo particular dos países europeus, E como sempre, apenas dedica-se à África uma página e meia. Nesse curto espaço didático, vários autores enfatizam as relações dos países europeus em relação de como seria organizada a ocupação e a exploração do continente africano. Nos mapas de livros didáticos sobre a África, os autores mostram quais os países africanos e seus respectivos colonizadores. Vários livros, apenas registram o quanto os países da Europa ficaram maravilhados face às riquezas naturais do continente africano, e quando fazem uma pequena referência sobre os povos africanos, que reagiram à exploração européia, mostram os africanos como “incapazes” frente ao poderio europeu.
Os livros didáticos relatam a escravatura como um fato histórico, enfatizando a supremacia branca e justificando o fato da condição do negro estar sendo subjugado, devido ao atraso cultural, ao fator numérico no país e, justificando o modelo de História eurocêntrica, como sendo a Europa, continente único com uma cultura relevante.
O PNLD, embora, seja o responsável pela distribuição, e tenha feito uma seleção de livros didáticos com conteúdo racista, não possui uma política contundente para a adoção desses livros selecionados, e que contêm estudos relevantes sobre a cultura africana e sua adoção na grade curricular dos primeiros níveis do ensino no Brasil.Os livros didáticos ainda trabalham a questão da historia tradicional, do tipo eurocêntrica, onde o negro aparece como escravo, desprovido e desmotivado de resistência ao jugo, e que não possui significativa atuação em movimentos, como também, na vida social de comunidades africanas ou mesmo no Brasil, como os vários quilombos e suas respectivas batalhas contra os senhores de escravos. Sobre o racismo nos livros didáticos que se dizem não racistas, apenas alguns textos acadêmicos referenciam que essa postura às vezes pode ser interpretada como racista, por rebaixar o negro e a África a uma posição de desprovimento de condição sócio-cultural na formação da História, com ausência de civilização,colocando referências que nos dão a entender que o negro e a África são os “ coitadinhos”.
Entretanto, não é o que podemos averiguar na História de países africanos, colonizados por Portugal, sob o ponto de vista dos colonizados, como é o caso de Angola.Aqui, um exemplo do conhecimento bélico e metalúrgico de povos africanos>. "
Congo e Luango: territórios onde «o governo português de Luanda... tinha pouco ou nenhum poder de intervenção efectiva...» (12) e onde quem agenciava o tráfico, desde o século XVII – entre o vale do r. Cuango e os Bavili, cruzando o Cacongo – eram os “Mubires”, muito respeitados por exercerem o ofício semi-mágico de ferreiro: trocavam os escravos nas feitorias norte-americanas, brasileiras, espanholas e portuguesas da costa do Luango por mercadorias europeias que utilizavam em parte para a aquisição de mais escravos além-Cuango."(VICTOR, J. Alves). Isto posto, confere-se que mesmo sendo o povo teoricamente mais forte, os colonizadores europeus não conseguiram subjugar todos os povos africanos, como assim desejavam, face às habilidades e conhecimentos que possuíam e, infelizmente, as utlizavam para subjugar outras tribos mais fracas miltarmente e mais, não fosse isso, a falta de coesão dos povos das tribos africanas, talvez, a História da colonização da África teria percorrido outros caminhos, que não estes que o mundo ocidental conhece.
JOEL VIEIRA CALDAS
Referências bibliográficas

ELIADE, Mircéia.Ferreiros e alquimistas.São Paulo.1893

quinta-feira, 5 de julho de 2007

UM GOLPE DE MESTRE-SOBRE A DITADURA MILITAR

HÁ POUCOS DIAS, SOBRE UM TRABALHO DA UNIVERSIDADE, DEPAREI-ME COM UM ARTIGO PUBLICADO NA INTERNET, SOBRE O GOLPE DE 1964. OBSERVEI COM MUITO INTERESSE, PORQUE TAL ARTIGO FAZIA UMA CRÍTICA À ABERTURA POLÍTICA NO GOVERNO DO GENERAL JOÃO BAPTISTA FIGUEIREDO. DIZIA O AUTOR, QUANDO FORA AUTORIZADO O PLURIPARTIDARISMO, QUE TAL ABERTURA SERIA, SENÃO, UMA ESTRATÉGIA DO GOVERNO, COM A INTENÇÃO DE DIVIDIR A OPOSIÇÃO, ONDE O PMDB, AVANÇAVA PARA COM CERTEZA, ASSUMIR O PODER CASO FOSSE NUM EMBATE COM A ARENA (PDS). PROMOVENDO ESSA "ABERTURA" POLÍTICA, O GOVERNO ACABOU POR DIVIDIR A OPOSIÇÃO EM VÁRIOS PARTIDOS, QUE SE DEGLADIARIAM PELO PODER NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES, E COM ISSO, O PARTIDO DO GOVERNO, O PDS, CONTINUOU COESO, APOIADO PELA MÁQUINA GOVERNAMENTAL, UM CANDIDATO FORTE A CONSEGUIR O INTENTO DOS MILITARES, MANTER A OLIGARQUIA DOMINANTE À FRENTE DO COMANDO DA NAÇÃO. NA MODESTA OPINIÃO DESTE GRADUANDO DO UNILESTE, PORQUE A OPOSIÇÃO NÃO ESPEROU QUE PASSASSEM AS ELEIÇÕES, PARA DEPOIS, DAR O GOLPE FINAL NOS GOLPISTAS DE 64? ESTA ETRATÉGIA VEIO MOSTRAR QUE A(S) OPOSIÇÃO(ÕES) NO BRASIL AINDA NÃO ESTAVAM MADURAS, COMO AINDA NÃO ESTÃO, PARA AGIREM COM PRECISÃO, NO MOMENTO DE POR UM FIM NA SUPREMACIA DA OLIGARQUIA CAPITALISTA QUE SE INSTALOU NESTE PAÍS. INFELIZMENTE AINDA TEMOS QUE AGUARDAR UM POUCO MAIS POR ESSE MOMENTO.
JOEL VIEIRA CALDAS